terça-feira, 28 de agosto de 2012
Conheça os principais pontos do documento da Rio+20
Conheça os principais pontos do documento da Rio+20
Veja os compromissos firmados pelos chefes de Estado na Conferência da ONU de Desenvolvimento Sustentável
Natasha Madov enviada ao Rio de Janeiro | 22/06/2012 19:21:57 - Atualizada às 22/06/2012 19:36:32
Líderes mundiais encerram no Rio de Janeiro nesta sexta-feira (22) a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, assinando uma declaração que se pauta pelo mínimo denominador comum.
O documento, considerado fraco pela sociedade civil, não traz metas nem prazos, mas uma série de adiamentos e pedidos de estudos. O texto diz que os padrões de consumo precisam mudar, mas não afirma como isso vai acontecer -- em vez de disso, diz que os países vão estudar o assunto. Em vez de estabelecer um fundo de financiamento para ajudar os países menos desenvolvidos, afirma que será estudada uma maneira de arrecadar dinheiro de fontes diversas -- em outras palavras, vão passar o chapéu e ver quanto dinheiro conseguem.
O governo brasileiro, líder das negociações, afirma que o documento foi uma vitória diplomática, e que era o "acordo possível". Por diversas vezes, durante a conferência, a delegação brasileira afirmou que as conversas entre os países estavam difíceis, e haviam vários pontos de desacordo.
Veja abaixo alguns dos pontos da declaração final e o que os chefes de Estados estão se comprometendo a fazer:
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
Esperava-se que a Rio+20 forjasse metas em áreas centrais, como segurança alimentar, água e energia. Mas havia poucas expectativas de que produzisse um conjunto definido de medidas mandatórias com prazos porque os políticos estão mais preocupados com a crise financeira mundial e a agitação no Oriente Médio.
O acordo propôs o lançamento de um processo para se chegar a um acordo sobre Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que provavelmente vão se basear e se sobrepor à atual rodada de objetivos conhecidos como Metas de Desenvolvimento do Milênio, que membros da ONU concordaram em buscar até pelo menos 2015.
"Resolvemos estabelecer um processo intergovernamental inclusivo e transparente sobre as ODSs que está aberto a todos os interessados, com vista a desenvolver os objetivos de desenvolvimento sustentável global a ser acordado pela Assembleia Geral das Nações Unidas em setembro", diz o texto.
Os objetivos também devem ser coerentes e integrados à Agenda de Desenvolvimento da ONU depois de 2015, diz o acordo.
Um grupo de trabalho com 30 integrantes decidirá um plano de trabalho e apresentará uma proposta para os ODSs à Assembleia Geral da ONU em setembro de 2013.
Subsídios a combustíveis fósseis
Também se esperava que a Rio+20 pudesse definir um compromisso para todos os países para eliminar subsídios aos combustíveis fósseis.
A eliminação gradual de subsídios para combustíveis fósseis até 2020 iria reduzir a demanda de energia global em 5 por cento e as emissões de dióxido de carbono em quase 6 por cento, segundo a Agência Internacional de Energia.
Em 2009, líderes do G20 concordaram em fazer isso em princípio, mas não foi estabelecido um prazo. Um encontro do G20 no México que terminou na terça-feira (19) também fracassou em definir a ideia.
O texto da Rio+20 reafirmou compromissos anteriores de países de "eliminar gradualmente subsídios a combustíveis fósseis ineficazes e prejudiciais que encorajam o desperdício".
Mas não chegou a reforçar o compromisso voluntário com prazos ou mais detalhes, o que frustrou alguns grupos ambientalistas e empresariais.
Oceanos
O texto se comprometeu a "tomar medidas para reduzir a incidência e os impactos da poluição nos ecossistemas marinhos, inclusive através da implementação efetiva de convenções relevantes adotadas no âmbito da Organização Marítima Internacional".
Também propôs que os países ajam até 2025 para alcançar "reduções significativas" em destroços marinhos para evitar danos ao ambiente marinho, e se comprometeu a adotar medidas para evitar a introdução de espécies marinhas estranhas invasoras e administrar seus impactos ambientais adversos.
Também reiterou uma necessidade de trabalhar mais para prevenir a acidificação do oceano.
No entanto, uma decisão muito esperada sobre uma estrutura de governo para águas internacionais, em especial em relação à proteção da biodiversidade, foi adiada por alguns anos.
Estados Unidos, Canadá, Rússia e Venezuela se opuseram a uma linguagem forte para implementá-la, disseram os observadores.
Responsabilidades comuns, porém diferenciadas
Um dos pilares do documento da Eco92 foi o princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas, que norteia acordos posteriores, como o Protocolo de Kyoto. Seu fundamento é que todos os países são responsáveis, mas quem polui mais (os países mais ricos), deveria combater o problema com mais força e financiar os esforços de quem polui menos (os países mais pobres) e norteia também a questão do financiamentos.
Apesar de esforços de países (como os EUA) para tirar esse conceito do texto final, alegando que o eixo econômico mundial mudou e alguns países, antes considerados em desenvolvimento, hoje poluem tanto quanto os desenvolvidos, numa indireta à China. Apesar da tentativa, o princípio foi mantido.
Financiamento
O acordo pediu um novo processo intergovernamental para produzir um relatório que avalie quanto dinheiro é necessário para o desenvolvimento sustentável, e quais instrumentos novos e existentes podem ser utilizados para levantar mais fundos.
O processo será liderado por um grupo de 30 especialistas, que concluirá seu trabalho até 2014.
Embora alguns países em desenvolvimento tenham pedido a criação de um fundo de desenvolvimento sustentável de 30 bilhões de dólares, a proposta não entrou no texto final. Em vez disso, o texto "reconhece a necessidade de mobilização significativa de recursos de várias fontes".
Sobre o auxílio financeiro aos países em desenvolvimento, o acordo insta os países ricos a fazerem "esforços concretos" para cumprirem a meta acordada anteriormente de 0,7 por cento de ajuda do Produto Interno Bruto para ajudar os países em desenvolvimento até 2015.
Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma)
Outro resultado da cúpula foi reforçar o Pnuma --programa internacional que coordena as atividades ambientais da ONU -- em uma agência com poderes iguais a outros órgãos da ONU, como a Organização Mundial da Saúde.
Esta foi uma das grandes polêmicas das negociações. Muitos países, como os africanos e europeus, apoiavam a iniciativa de transformação do Pnuma numa agência com mais poder e autonomia, enquanto outros, inclusive o Brasil, não apoiavam a ideia.
O acordo propôs que uma reunião geral da ONU em setembro adote uma resolução "reforçando e aprimorando" o Pnuma. Propôs dar ao Pnuma "recursos adequados, estáveis, seguros e financeiros crescentes" do orçamento das Nações Unidas e de contribuições voluntárias para ajudá-la a cumprir sua missão.
Economia Verde
Um dos principais temas da conferência foi o conceito de uma "economia verde", ou melhorar o bem-estar humano e a equidade social enquanto se reduz os riscos ambientais, que poderia ser um caminho comum para o desenvolvimento sustentável.
O acordo reafirmou que cada país poderia seguir seu próprio caminho para alcançar uma "economia verde". O texto dizia que poderia fornecer opções para a tomada de decisões políticas, mas que não deveria ser "um conjunto rígido de regras".
Um novo índice para a riqueza
Outro tópico da cúpula foi garantir que a contabilidade de governos e empresas reflitam lucros e prejuízos ambientais. O Produto Interno Bruto (PIB) sozinho não é mais capaz de avaliar a riqueza de um país, por medir apenas a atividade econômica, mas não a qualidade de vida de seus cidadãos ou seus recursos naturais.
O texto reconheceu a necessidade de "medidas mais amplas de progresso" para complementar o PIB para melhor informar as decisões políticas. Pediu à Comissão Estatística da ONU que lance um programa de trabalho para se desenvolver sobre as iniciativas existentes.
(Com informações da Reuters)
Fonte : http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/meioambiente/2012-06-22/conheca-os-principais-pontos-do-documento-da-rio+20.html
Acesso em 23/08/2012
Veja os compromissos firmados pelos chefes de Estado na Conferência da ONU de Desenvolvimento Sustentável
Natasha Madov enviada ao Rio de Janeiro | 22/06/2012 19:21:57 - Atualizada às 22/06/2012 19:36:32
Líderes mundiais encerram no Rio de Janeiro nesta sexta-feira (22) a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, assinando uma declaração que se pauta pelo mínimo denominador comum.
O documento, considerado fraco pela sociedade civil, não traz metas nem prazos, mas uma série de adiamentos e pedidos de estudos. O texto diz que os padrões de consumo precisam mudar, mas não afirma como isso vai acontecer -- em vez de disso, diz que os países vão estudar o assunto. Em vez de estabelecer um fundo de financiamento para ajudar os países menos desenvolvidos, afirma que será estudada uma maneira de arrecadar dinheiro de fontes diversas -- em outras palavras, vão passar o chapéu e ver quanto dinheiro conseguem.
O governo brasileiro, líder das negociações, afirma que o documento foi uma vitória diplomática, e que era o "acordo possível". Por diversas vezes, durante a conferência, a delegação brasileira afirmou que as conversas entre os países estavam difíceis, e haviam vários pontos de desacordo.
Veja abaixo alguns dos pontos da declaração final e o que os chefes de Estados estão se comprometendo a fazer:
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
Esperava-se que a Rio+20 forjasse metas em áreas centrais, como segurança alimentar, água e energia. Mas havia poucas expectativas de que produzisse um conjunto definido de medidas mandatórias com prazos porque os políticos estão mais preocupados com a crise financeira mundial e a agitação no Oriente Médio.
O acordo propôs o lançamento de um processo para se chegar a um acordo sobre Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que provavelmente vão se basear e se sobrepor à atual rodada de objetivos conhecidos como Metas de Desenvolvimento do Milênio, que membros da ONU concordaram em buscar até pelo menos 2015.
"Resolvemos estabelecer um processo intergovernamental inclusivo e transparente sobre as ODSs que está aberto a todos os interessados, com vista a desenvolver os objetivos de desenvolvimento sustentável global a ser acordado pela Assembleia Geral das Nações Unidas em setembro", diz o texto.
Os objetivos também devem ser coerentes e integrados à Agenda de Desenvolvimento da ONU depois de 2015, diz o acordo.
Um grupo de trabalho com 30 integrantes decidirá um plano de trabalho e apresentará uma proposta para os ODSs à Assembleia Geral da ONU em setembro de 2013.
Subsídios a combustíveis fósseis
Também se esperava que a Rio+20 pudesse definir um compromisso para todos os países para eliminar subsídios aos combustíveis fósseis.
A eliminação gradual de subsídios para combustíveis fósseis até 2020 iria reduzir a demanda de energia global em 5 por cento e as emissões de dióxido de carbono em quase 6 por cento, segundo a Agência Internacional de Energia.
Em 2009, líderes do G20 concordaram em fazer isso em princípio, mas não foi estabelecido um prazo. Um encontro do G20 no México que terminou na terça-feira (19) também fracassou em definir a ideia.
O texto da Rio+20 reafirmou compromissos anteriores de países de "eliminar gradualmente subsídios a combustíveis fósseis ineficazes e prejudiciais que encorajam o desperdício".
Mas não chegou a reforçar o compromisso voluntário com prazos ou mais detalhes, o que frustrou alguns grupos ambientalistas e empresariais.
Oceanos
O texto se comprometeu a "tomar medidas para reduzir a incidência e os impactos da poluição nos ecossistemas marinhos, inclusive através da implementação efetiva de convenções relevantes adotadas no âmbito da Organização Marítima Internacional".
Também propôs que os países ajam até 2025 para alcançar "reduções significativas" em destroços marinhos para evitar danos ao ambiente marinho, e se comprometeu a adotar medidas para evitar a introdução de espécies marinhas estranhas invasoras e administrar seus impactos ambientais adversos.
Também reiterou uma necessidade de trabalhar mais para prevenir a acidificação do oceano.
No entanto, uma decisão muito esperada sobre uma estrutura de governo para águas internacionais, em especial em relação à proteção da biodiversidade, foi adiada por alguns anos.
Estados Unidos, Canadá, Rússia e Venezuela se opuseram a uma linguagem forte para implementá-la, disseram os observadores.
Responsabilidades comuns, porém diferenciadas
Um dos pilares do documento da Eco92 foi o princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas, que norteia acordos posteriores, como o Protocolo de Kyoto. Seu fundamento é que todos os países são responsáveis, mas quem polui mais (os países mais ricos), deveria combater o problema com mais força e financiar os esforços de quem polui menos (os países mais pobres) e norteia também a questão do financiamentos.
Apesar de esforços de países (como os EUA) para tirar esse conceito do texto final, alegando que o eixo econômico mundial mudou e alguns países, antes considerados em desenvolvimento, hoje poluem tanto quanto os desenvolvidos, numa indireta à China. Apesar da tentativa, o princípio foi mantido.
Financiamento
O acordo pediu um novo processo intergovernamental para produzir um relatório que avalie quanto dinheiro é necessário para o desenvolvimento sustentável, e quais instrumentos novos e existentes podem ser utilizados para levantar mais fundos.
O processo será liderado por um grupo de 30 especialistas, que concluirá seu trabalho até 2014.
Embora alguns países em desenvolvimento tenham pedido a criação de um fundo de desenvolvimento sustentável de 30 bilhões de dólares, a proposta não entrou no texto final. Em vez disso, o texto "reconhece a necessidade de mobilização significativa de recursos de várias fontes".
Sobre o auxílio financeiro aos países em desenvolvimento, o acordo insta os países ricos a fazerem "esforços concretos" para cumprirem a meta acordada anteriormente de 0,7 por cento de ajuda do Produto Interno Bruto para ajudar os países em desenvolvimento até 2015.
Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma)
Outro resultado da cúpula foi reforçar o Pnuma --programa internacional que coordena as atividades ambientais da ONU -- em uma agência com poderes iguais a outros órgãos da ONU, como a Organização Mundial da Saúde.
Esta foi uma das grandes polêmicas das negociações. Muitos países, como os africanos e europeus, apoiavam a iniciativa de transformação do Pnuma numa agência com mais poder e autonomia, enquanto outros, inclusive o Brasil, não apoiavam a ideia.
O acordo propôs que uma reunião geral da ONU em setembro adote uma resolução "reforçando e aprimorando" o Pnuma. Propôs dar ao Pnuma "recursos adequados, estáveis, seguros e financeiros crescentes" do orçamento das Nações Unidas e de contribuições voluntárias para ajudá-la a cumprir sua missão.
Economia Verde
Um dos principais temas da conferência foi o conceito de uma "economia verde", ou melhorar o bem-estar humano e a equidade social enquanto se reduz os riscos ambientais, que poderia ser um caminho comum para o desenvolvimento sustentável.
O acordo reafirmou que cada país poderia seguir seu próprio caminho para alcançar uma "economia verde". O texto dizia que poderia fornecer opções para a tomada de decisões políticas, mas que não deveria ser "um conjunto rígido de regras".
Um novo índice para a riqueza
Outro tópico da cúpula foi garantir que a contabilidade de governos e empresas reflitam lucros e prejuízos ambientais. O Produto Interno Bruto (PIB) sozinho não é mais capaz de avaliar a riqueza de um país, por medir apenas a atividade econômica, mas não a qualidade de vida de seus cidadãos ou seus recursos naturais.
O texto reconheceu a necessidade de "medidas mais amplas de progresso" para complementar o PIB para melhor informar as decisões políticas. Pediu à Comissão Estatística da ONU que lance um programa de trabalho para se desenvolver sobre as iniciativas existentes.
(Com informações da Reuters)
Fonte : http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/meioambiente/2012-06-22/conheca-os-principais-pontos-do-documento-da-rio+20.html
Acesso em 23/08/2012
Rio+20 chega ao fim com resultado tímido e promessas adiadas
Rio+20 chega ao fim com resultado tímido e promessas adiadas
Para um grupo de políticos veteranos e organizações ambientalistas, a declaração final do encontro foi o resultado de um "fracasso de liderança"
BBC Brasil | 22/06/2012 17:47:39
No último dia da Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu a todos os governos que eliminem a fome do mundo. Ele disse que, em um mundo populoso, ninguém deveria passar fome.
A fase final da conferência também registrou promessas de diferentes países e empresas em temas como energias limpas.
Mesmo assim, um grupo de políticos veteranos se juntaram a organizações ambientalistas em sua avaliação de que a declaração final do encontro foi o resultado de um "fracasso de liderança".
Na visão do vice-primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Nick Clegg, o resultado das discussões pode ser classificado como "insípido".
O encontro, que marcou os 20 anos após a emblemática Cúpula da Terra também realizada no Rio de Janeiro, em 1992, e 40 anos depois da primeira reunião mundial sobre o tema, em Estocolmo, tinha como objetivo estimular novas medidas rumo a uma "economia verde".
Mas a declaração que foi concluída por negociadores de diferentes governos na terça-feira, e que ministros e chefes de Estado e governo não quiseram rediscutir, coloca a economia verde apenas como um de muitos caminhos rumo a um desenvolvimento sustentável.
Mary Robinson, ex-presidente irlandesa que também já ocupou o posto de Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, disse que os termos do documento não são suficientes.
"Este é um daqueles momentos únicos em uma geração, quando o mundo precisa de visão, compromisso e, acima de tudo, liderança", disse. "Tristemente, o documento atual é um fracasso de liderança", afirmou, ecoando as declarações do vice-premiê britânico.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse que a declaração não produz benefícios para a proteção ambiental nem para o desenvolvimento humano.
"Esta divisão antiga entre o meio ambiente e o desenvolvimento não é o caminho para resolver os problemas que estamos criando para nossos netos e bisnetos", disse. "Temos que aceitar que as soluções para a pobreza e a desigualdade se encontram no desenvolvimento sustentável, e não no crescimento a qualquer custo."
O secretário-geral da ONU esperava que o encontro adotasse medidas mais firmes para garantir que os mais pobres tivessem acesso a água, energia e alimentos. No entanto, sua emblemática iniciativa Energia Sustentável para Todos foi apenas citada no texto, ao invés de receber apoio enfático dos líderes.
Esperança
Na fase final do encontro, Ban Ki-moon desafiou os governos mundiais a fazerem mais.
"Em um mundo de muitos, ninguém, nem mesmo uma única pessoa, deveria passar fome", disse. "Convido todos vocês a se juntarem a mim para trabalhar em um futuro sem fome", acrecentou a uma plateia estimada em 130 chefes de Estado e governo.
Atualmente acredita-se que quase 1 bilhão de pessoas – um sétimo da população mundial - vivem em fome crônica, enquanto outro bilhão não recebe nutrição adequada.
As medidas que poderiam ajudar a eliminar essa situação incluem a redução do desperdício de alimentos – quase um terço de todos os alimentos produzidos são jogados no lixo nos países ricos, e uma proporção ainda maior nos países mais pobres, por razões diferentes - além de dobrar a produtividade de pequenas propriedades.
O desafio é parcialmente baseado no programa Fome Zero, criado no Brasil pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"O anúncio de Ban Ki-moon é um raio de esperança bem-vindo em uma conferência que foi vergonhosamente marcada pela ausência de progresso", disse Barbara Stockling, chefe da ONG internacional Oxfam.
"Apesar do fato de que o mundo produz alimentos suficientes para todos, há mais pessoas com fome hoje do que em 1992, quando o mundo se reuniu pela última vez no Rio", acrecentou.
No entanto, até o momento, tudo o que há de concreto é um desafio. Não há dinheiro nem mudanças na maneira como a própria ONU se posiciona sobre o assunto da fome.
Em paralelo às principais negociações no Rio, empresas e governos firmaram mais de 200 compromissos de ações voluntárias em diferentes áreas.
Energia, água e alimentos estão neste pacote, embora a maioria das promessas sejam de inclusão do tema desenvolvimento sustentável em programas educacionais.
Fonte : http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/meioambiente/2012-06-22/rio+20-chega-ao-fim-com-resultado-timido-e-promessas-adiadas.html Acesso 23/08/2012
Para um grupo de políticos veteranos e organizações ambientalistas, a declaração final do encontro foi o resultado de um "fracasso de liderança"
BBC Brasil | 22/06/2012 17:47:39
No último dia da Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu a todos os governos que eliminem a fome do mundo. Ele disse que, em um mundo populoso, ninguém deveria passar fome.
A fase final da conferência também registrou promessas de diferentes países e empresas em temas como energias limpas.
Mesmo assim, um grupo de políticos veteranos se juntaram a organizações ambientalistas em sua avaliação de que a declaração final do encontro foi o resultado de um "fracasso de liderança".
Na visão do vice-primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Nick Clegg, o resultado das discussões pode ser classificado como "insípido".
O encontro, que marcou os 20 anos após a emblemática Cúpula da Terra também realizada no Rio de Janeiro, em 1992, e 40 anos depois da primeira reunião mundial sobre o tema, em Estocolmo, tinha como objetivo estimular novas medidas rumo a uma "economia verde".
Mas a declaração que foi concluída por negociadores de diferentes governos na terça-feira, e que ministros e chefes de Estado e governo não quiseram rediscutir, coloca a economia verde apenas como um de muitos caminhos rumo a um desenvolvimento sustentável.
Mary Robinson, ex-presidente irlandesa que também já ocupou o posto de Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, disse que os termos do documento não são suficientes.
"Este é um daqueles momentos únicos em uma geração, quando o mundo precisa de visão, compromisso e, acima de tudo, liderança", disse. "Tristemente, o documento atual é um fracasso de liderança", afirmou, ecoando as declarações do vice-premiê britânico.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse que a declaração não produz benefícios para a proteção ambiental nem para o desenvolvimento humano.
"Esta divisão antiga entre o meio ambiente e o desenvolvimento não é o caminho para resolver os problemas que estamos criando para nossos netos e bisnetos", disse. "Temos que aceitar que as soluções para a pobreza e a desigualdade se encontram no desenvolvimento sustentável, e não no crescimento a qualquer custo."
O secretário-geral da ONU esperava que o encontro adotasse medidas mais firmes para garantir que os mais pobres tivessem acesso a água, energia e alimentos. No entanto, sua emblemática iniciativa Energia Sustentável para Todos foi apenas citada no texto, ao invés de receber apoio enfático dos líderes.
Esperança
Na fase final do encontro, Ban Ki-moon desafiou os governos mundiais a fazerem mais.
"Em um mundo de muitos, ninguém, nem mesmo uma única pessoa, deveria passar fome", disse. "Convido todos vocês a se juntarem a mim para trabalhar em um futuro sem fome", acrecentou a uma plateia estimada em 130 chefes de Estado e governo.
Atualmente acredita-se que quase 1 bilhão de pessoas – um sétimo da população mundial - vivem em fome crônica, enquanto outro bilhão não recebe nutrição adequada.
As medidas que poderiam ajudar a eliminar essa situação incluem a redução do desperdício de alimentos – quase um terço de todos os alimentos produzidos são jogados no lixo nos países ricos, e uma proporção ainda maior nos países mais pobres, por razões diferentes - além de dobrar a produtividade de pequenas propriedades.
O desafio é parcialmente baseado no programa Fome Zero, criado no Brasil pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"O anúncio de Ban Ki-moon é um raio de esperança bem-vindo em uma conferência que foi vergonhosamente marcada pela ausência de progresso", disse Barbara Stockling, chefe da ONG internacional Oxfam.
"Apesar do fato de que o mundo produz alimentos suficientes para todos, há mais pessoas com fome hoje do que em 1992, quando o mundo se reuniu pela última vez no Rio", acrecentou.
No entanto, até o momento, tudo o que há de concreto é um desafio. Não há dinheiro nem mudanças na maneira como a própria ONU se posiciona sobre o assunto da fome.
Em paralelo às principais negociações no Rio, empresas e governos firmaram mais de 200 compromissos de ações voluntárias em diferentes áreas.
Energia, água e alimentos estão neste pacote, embora a maioria das promessas sejam de inclusão do tema desenvolvimento sustentável em programas educacionais.
Fonte : http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/meioambiente/2012-06-22/rio+20-chega-ao-fim-com-resultado-timido-e-promessas-adiadas.html Acesso 23/08/2012
Rio+20: CNBB aponta retrocesso da conferência
Rio+20: CNBB aponta retrocesso da conferência
Principal questionamento dos bispos foi a falta de discussões sobre a educação como instrumento do desenvolvimento sustentável
da Agência Brasil noticias@band.com.br
A Rio+20 (Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável), chega ao fim com um retrocesso quando se comparam seus resultados com os avanços obtidos na conferência anterior, a Eco 92. A análise foi feita pelo Conselho Permanente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), após dois dias de debates.
Os bispos católicos questionaram principalmente o que classificaram de "desvio" dos dirigentes mundiais no trato da educação como instrumento capaz de resultar em relações novas e éticas com o meio ambiente. O secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, disse que a economia verde defendida pelas autoridades governamentais foge do debate central de desenvolvimento de uma política ambiental que promova o crescimento sustentável.
“A Rio+20 indica uma resposta a essas questões com a chamada economia verde. Se esta, em alguma medida, significa a privatização e a mercantilização dos bens naturais, como a água, os solos, o ar, as energias e a biodiversidade, então ela é eticamente inaceitável”, diz o documento final do conselho.
Dom Leonardo Steiner, que coordenou os trabalhos sobre o tema durante a reunião dos bispos e arcebispos, destacou que a própria MP (medida provisória) do Código Florestal, em análise no Congresso, mostra o “descuido” dos governantes quando o tema em questão é o meio ambiente.
Segundo ele, a MP apresenta pontos de retrocesso na legislação ambiental. Ele citou, por exemplo, o tratamento dado pelo governo à preservação de matas ciliares nas margens de rios, riachos e córregos. “Isso não tem avançado”.
Para o secretário-geral da CNBB, a crise financeira nos Estados Unidos e países europeus pesará na construção de uma agenda mundial de preservação ambiental e desenvolvimento com sustentabilidade.
O bispo defendeu a retirada do documento final da Rio+20 do ponto que tratava do direito reprodutivo da mulher. Para ele, além das questões ambientais, os dirigentes introduziram no texto assuntos que não guardavam relação com o tema em debate. O veto ao direito reprodutivo foi feito pelos representantes do Vaticano na reunião de cúpula.
Fonte : http://www.band.com.br/noticias/rio+20/noticia/?id=100000512214 Acesso 23/08/2012
Principal questionamento dos bispos foi a falta de discussões sobre a educação como instrumento do desenvolvimento sustentável
da Agência Brasil noticias@band.com.br
A Rio+20 (Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável), chega ao fim com um retrocesso quando se comparam seus resultados com os avanços obtidos na conferência anterior, a Eco 92. A análise foi feita pelo Conselho Permanente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), após dois dias de debates.
Os bispos católicos questionaram principalmente o que classificaram de "desvio" dos dirigentes mundiais no trato da educação como instrumento capaz de resultar em relações novas e éticas com o meio ambiente. O secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, disse que a economia verde defendida pelas autoridades governamentais foge do debate central de desenvolvimento de uma política ambiental que promova o crescimento sustentável.
“A Rio+20 indica uma resposta a essas questões com a chamada economia verde. Se esta, em alguma medida, significa a privatização e a mercantilização dos bens naturais, como a água, os solos, o ar, as energias e a biodiversidade, então ela é eticamente inaceitável”, diz o documento final do conselho.
Dom Leonardo Steiner, que coordenou os trabalhos sobre o tema durante a reunião dos bispos e arcebispos, destacou que a própria MP (medida provisória) do Código Florestal, em análise no Congresso, mostra o “descuido” dos governantes quando o tema em questão é o meio ambiente.
Segundo ele, a MP apresenta pontos de retrocesso na legislação ambiental. Ele citou, por exemplo, o tratamento dado pelo governo à preservação de matas ciliares nas margens de rios, riachos e córregos. “Isso não tem avançado”.
Para o secretário-geral da CNBB, a crise financeira nos Estados Unidos e países europeus pesará na construção de uma agenda mundial de preservação ambiental e desenvolvimento com sustentabilidade.
O bispo defendeu a retirada do documento final da Rio+20 do ponto que tratava do direito reprodutivo da mulher. Para ele, além das questões ambientais, os dirigentes introduziram no texto assuntos que não guardavam relação com o tema em debate. O veto ao direito reprodutivo foi feito pelos representantes do Vaticano na reunião de cúpula.
Fonte : http://www.band.com.br/noticias/rio+20/noticia/?id=100000512214 Acesso 23/08/2012
Os resultados e valores obtidos na Rio+20
Os resultados e valores obtidos na Rio+20
No decorrer dos 10 dias em que ocorreu a Rio+20, o debate socioambiental permeou aproximadamente 3.000 eventos paralelos, contando com 1 milhão de participantes. Apenas na Cúpula dos Povos passaram 300.000 pessoas. Há valores que não podem ser medidos e este é o maior ganho da Rio+20.
A Rio+20 promoveu o encontro de todos os setores, foi o momento da opinião pública internacional, da comunidade científica e dos principais líderes do planeta estabelecerem objetivos para o desenvolvimento sustentável, num debate ético, moral e político.
Índios, mulheres, veganos e diversos outros grupo realizaram protestos no Rio; estudantes, empresários, ambientalistas e simpatizantes passaram horas nas filas da exposição Humanidades, no Forte de Copacabana; 6 ganhadores do Prêmio Nobel e 500 cientistas trocaram experiências na PUC; a rede de cidades C40 trouxe as 59 maiores cidades do planeta etc. Quando se trata da Rio+20 todos os números são representativos.
O movimento criado e os estudos apresentados mostram a importância e urgência de mudança de rumo até então vigente de modelo econômico, o planeta é um só e deve ser gerido em beneficio de todos. Mesmo para o Brasil, a mudança de padrão parece complexa, uma vez que a política industrial vai na contramão da descarbonização.
Hoje 16% da população é responsável por 78% do consumo e este consumo já está 50% acima da capacidade de renovação da Terra, considerando água, ar e terra (veja mais informações sobre Pegada Ecológica).
Contra todos estes números e iniciativas, vemos que o texto da Rio+20, intitulado “O futuro que queremos” não exprime os anseios da sociedade, e isso pode ser visto no próprio discurso dado por Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, no final da Conferência – “se a nossa geração falhar os jovens envolvidos neste movimento podem trabalhar e obterem sucesso … mas eu não gosto desse comentário, porque hoje não temos mais tempo e espaço para falhar … nenhuma geração tem o direito de falhar”.
Os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável definidos, na Conferência, não trazem parâmetros, metas e prazos consistentes para uma negociação futura e poderá levar a repetição dos impasses regulatórios. Um dos resultados aguardados para o evento seria a criação do Fundo Verde, de U$ 30 bilhões, resultado esse ao qual não se chegou porque países desenvolvidos e emergentes não aderiram.
Um documento importante, que saiu de um evento paralelo à Rio+20, foi o compromisso firmado pelas maiores cidades do mundo em reduzir 1,3 bilhão de toneladas de CO2 até 2030, esta emissão equivale as emissões totais de México e Canadá juntos, neste mesmo período.
Frente a estes fatos, muitos podem achar que a Rio+20 não trouxe resultados importantes, porém não se pode negar que os debates e a consciência socioambiental mudaram. Hoje, se governantes, empresas ou indivíduos adiam a inevitável adoção de políticas públicas ou atividades que reduzam o risco socioambiental, há outros que tomam iniciativas e fazem a diferença em favor de um mundo melhor, mais justo, responsável e inclusivo.
Fernando Beltrame - Eccaplan Consultoria em Desenvolvimento Sustentável
Fonte http://www.eccaplan.com.br/index.php?option=com_lyftenbloggie&view=entry&category=noticias&id=475%3Ainventario-emissoes-resultados-e-valores-rio20-neutralizacao&Itemid=14 Acesso em 23/08/2012
No decorrer dos 10 dias em que ocorreu a Rio+20, o debate socioambiental permeou aproximadamente 3.000 eventos paralelos, contando com 1 milhão de participantes. Apenas na Cúpula dos Povos passaram 300.000 pessoas. Há valores que não podem ser medidos e este é o maior ganho da Rio+20.
A Rio+20 promoveu o encontro de todos os setores, foi o momento da opinião pública internacional, da comunidade científica e dos principais líderes do planeta estabelecerem objetivos para o desenvolvimento sustentável, num debate ético, moral e político.
Índios, mulheres, veganos e diversos outros grupo realizaram protestos no Rio; estudantes, empresários, ambientalistas e simpatizantes passaram horas nas filas da exposição Humanidades, no Forte de Copacabana; 6 ganhadores do Prêmio Nobel e 500 cientistas trocaram experiências na PUC; a rede de cidades C40 trouxe as 59 maiores cidades do planeta etc. Quando se trata da Rio+20 todos os números são representativos.
O movimento criado e os estudos apresentados mostram a importância e urgência de mudança de rumo até então vigente de modelo econômico, o planeta é um só e deve ser gerido em beneficio de todos. Mesmo para o Brasil, a mudança de padrão parece complexa, uma vez que a política industrial vai na contramão da descarbonização.
Hoje 16% da população é responsável por 78% do consumo e este consumo já está 50% acima da capacidade de renovação da Terra, considerando água, ar e terra (veja mais informações sobre Pegada Ecológica).
Contra todos estes números e iniciativas, vemos que o texto da Rio+20, intitulado “O futuro que queremos” não exprime os anseios da sociedade, e isso pode ser visto no próprio discurso dado por Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, no final da Conferência – “se a nossa geração falhar os jovens envolvidos neste movimento podem trabalhar e obterem sucesso … mas eu não gosto desse comentário, porque hoje não temos mais tempo e espaço para falhar … nenhuma geração tem o direito de falhar”.
Os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável definidos, na Conferência, não trazem parâmetros, metas e prazos consistentes para uma negociação futura e poderá levar a repetição dos impasses regulatórios. Um dos resultados aguardados para o evento seria a criação do Fundo Verde, de U$ 30 bilhões, resultado esse ao qual não se chegou porque países desenvolvidos e emergentes não aderiram.
Um documento importante, que saiu de um evento paralelo à Rio+20, foi o compromisso firmado pelas maiores cidades do mundo em reduzir 1,3 bilhão de toneladas de CO2 até 2030, esta emissão equivale as emissões totais de México e Canadá juntos, neste mesmo período.
Frente a estes fatos, muitos podem achar que a Rio+20 não trouxe resultados importantes, porém não se pode negar que os debates e a consciência socioambiental mudaram. Hoje, se governantes, empresas ou indivíduos adiam a inevitável adoção de políticas públicas ou atividades que reduzam o risco socioambiental, há outros que tomam iniciativas e fazem a diferença em favor de um mundo melhor, mais justo, responsável e inclusivo.
Fernando Beltrame - Eccaplan Consultoria em Desenvolvimento Sustentável
Fonte http://www.eccaplan.com.br/index.php?option=com_lyftenbloggie&view=entry&category=noticias&id=475%3Ainventario-emissoes-resultados-e-valores-rio20-neutralizacao&Itemid=14 Acesso em 23/08/2012
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Charge do grupo
Rio + 20
Essa charge foi compartilhada no Facebook, por uma
página chamada Humor Inteligente. Ela foi compartilhada no mês de Junho por
ocasião do encontro da Rio + 20, onde chefes de Estado de todo o mundo se
encontraram no Rio de Janeiro para a realização da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável. A Rio+20 foi assim conhecida porque
marcou os vinte anos de realização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio
Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92) e contribuiu para definir a agenda do
desenvolvimento sustentável para as próximas décadas.
O objetivo da Conferência foi a
renovação do compromisso político com o desenvolvimento
sustentável, por meio da avaliação do progresso e das lacunas na implementação
das decisões adotadas pelas principais cúpulas sobre o assunto e do tratamento
de temas novos e emergentes.
A Conferência obteve resultados modestos devido,
principalmente, à resistência que os países ainda têm em abrir mão da economia
em troca de uma melhor vida em todos os cantos no planeta Terra. Acreditamos
que este é o grande desafio para o mundo contemporâneo, uma vez que a questão
ambiental é urgente e sem precedentes.
Créditos da imagem :
Lute Cartunista : Chargista de opinião do jornal Hoje em Dia. Cartunista, ilustrador e artista plástico. Contatos: lutecartunista@gmail.com Blog : http://blogdolute.blogspot.com.br/
Lute Cartunista : Chargista de opinião do jornal Hoje em Dia. Cartunista, ilustrador e artista plástico. Contatos: lutecartunista@gmail.com Blog : http://blogdolute.blogspot.com.br/
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Bem Vindos !!!!!
Olá Amigos....
Este é o blog sobre Desenvolvimento Sutentável do Grupo Espaço Geográfico Redefor-2012.
Contamos com a colaboração de todos para um Bom Trabalho e sejam bem vindos !!!!!
Espaço Geográfico
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