segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Um outro olhar sobre o aquecimento global...


Quando estudava na universidade, ao fazer uma pesquisa sobre a temática das leis ambientais municipais, me deparei com a necessidade de se contextualizar o histórico e emergência da consciência ambiental. Ao fazer esta análise, a partir de pesquisas bibliográficas, pude conferir a posição crítica de alguns autores que destacavam a natureza do” enverdecimento” do discurso ambientalista, isto é, ressaltavam, que por trás de um assunto sério, também se escondia uma série de interesses que se camuflavam no discurso ambiental. Nesse aspecto podemos citar as certificações que foram criadas para as atividades industriais que se preocupavam com as causas ambientais, mas que no fundo, era uma forma de valorizar ainda mais o produto no mercado.
Quando tratamos da questão das mudanças climáticas e do aquecimento global, analisava que o aspecto positivo que o tema trouxe foi a emergência de uma consciência ecológica e que tal novo pensamento pode ser difundido a muitos atores sociais, o que repercutiu no questionamento e na adoção de novas ações e políticas. No plano internacional, considerava que a partir das Conferências Internacionais sobre o Meio Ambiente, ocorridas desde a década de 1970, a questão ambiental, passou a configurar como importante pauta dentro das relações internacionais, fazendo com que os países discutissem e ampliassem as novas propostas a serem adotadas para a resolução da problemática sobre o clima e aquecimento global, porém, como sempre, analisava que também haveria interesses econômicos por trás de toda essa mobilização, mas não podia imaginar que toda essa conscientização (ou falsa conscientização) pudesse ser orquestrada premeditadamente por interesses políticos e econômicos de nações e corporações que visam a manutenção do status quo, como demonstrou o pesquisador. 
Considero que, categoricamente, não sabemos ao certo a posição a ser tomada, porém acredito que sempre devemos ter uma visão mais crítica sobre os fatos. Sempre quando via a abordagem simplória que era veiculada sobre as causas do aquecimento global, culpabilizando apenas a ação antrópica, questionava que produção científica era esta que não considerava as transformações cíclicas pelas quais nosso planeta passou desde os tempos geológicos passados. Uma ciência, como qualquer outra, era fundamentada em cima de interesses. Mas depois de ver essa exposição do professor da USP, vi que em certos pontos, minha análise vai ao encontro das posições defendidas pelo professor daquela instituição, mas em contrapartida, ele é categórico em afirmar que a ação humana não vem interferindo nas problemáticas ambientais tão discutidas e que na verdade, nem o aquecimento global existe e que esta hipótese sempre permeou o pensamento de algumas sociedades ao longo de milênios.
Considero que, devemos sim, questionar nosso modelo de desenvolvimento e propor vias alternativas que possam contemplar nossas necessidades e as condições de vida as gerações futuras, porém, considero que devemos ser radicais e não apenas criar bases para que nações e empresas continuem tendo o tão almejado desenvolvimento econômico, precisamos também que esse desenvolvimento econômico possa conduzir á melhoria das condições de vida de todas as pessoas, somente assim pensaríamos numa verdadeira sustentabilidade.
Se não há razões para nos preocuparmos com a problemática ambiental, considero que devemos discutir, fazer proposições e ampliar esforços para a construção de uma verdadeira e efetiva sustentabilidade a escala mundial, não apenas no discurso mas no plano político e social, pois nossas ações se não chegaram a comprometer as condições climáticas (ainda), temos que pensar nos recursos minerais, energéticos, na qualidade da água, na fauna e flora do planeta, pois estes sim são constantemente ameaçados pela ação do homem.


João Luís Martins da Silva




Um comentário:

  1. Nasci no mês 02 ano de 1960,aos sete anos já ouvia falar em aquecimento global e hoje aos meus 58 anos a situação e debates com tantas politicagem no assuntos,até religião se comprometendo como na Campanha da Fraternidade;O PLANETA CHORA COMO QUE EM DORES DE PARTO e até hoje não vi mudança, enquanto a população e uma politica seria não tomar consciência ira de mal a pior.

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