Quando
estudava na universidade, ao fazer uma pesquisa sobre a temática das leis
ambientais municipais, me deparei com a necessidade de se contextualizar o
histórico e emergência da consciência ambiental. Ao fazer esta análise, a
partir de pesquisas bibliográficas, pude conferir a posição crítica de alguns
autores que destacavam a natureza do” enverdecimento” do discurso
ambientalista, isto é, ressaltavam, que por trás de um assunto sério, também se
escondia uma série de interesses que se camuflavam no discurso ambiental. Nesse
aspecto podemos citar as certificações que foram criadas para as atividades
industriais que se preocupavam com as causas ambientais, mas que no fundo, era
uma forma de valorizar ainda mais o produto no mercado.
Quando
tratamos da questão das mudanças climáticas e do aquecimento global, analisava
que o aspecto positivo que o tema trouxe foi a emergência de uma consciência
ecológica e que tal novo pensamento pode ser difundido a muitos atores sociais,
o que repercutiu no questionamento e na adoção de novas ações e políticas. No
plano internacional, considerava que a partir das Conferências Internacionais
sobre o Meio Ambiente, ocorridas desde a década de 1970, a questão ambiental,
passou a configurar como importante pauta dentro das relações internacionais,
fazendo com que os países discutissem e ampliassem as novas propostas a serem
adotadas para a resolução da problemática sobre o clima e aquecimento global,
porém, como sempre, analisava que também haveria interesses econômicos por trás
de toda essa mobilização, mas não podia imaginar que toda essa conscientização
(ou falsa conscientização) pudesse ser orquestrada premeditadamente por
interesses políticos e econômicos de nações e corporações que visam a
manutenção do status quo, como demonstrou
o pesquisador.
Considero que,
categoricamente, não sabemos ao certo a posição a ser tomada, porém acredito
que sempre devemos ter uma visão mais crítica sobre os fatos. Sempre quando via
a abordagem simplória que era veiculada sobre as causas do aquecimento global,
culpabilizando apenas a ação antrópica, questionava que produção científica era
esta que não considerava as transformações cíclicas pelas quais nosso planeta
passou desde os tempos geológicos passados. Uma ciência, como qualquer outra, era
fundamentada em cima de interesses. Mas depois de ver essa exposição do
professor da USP, vi que em certos pontos, minha análise vai ao encontro das
posições defendidas pelo professor daquela instituição, mas em contrapartida,
ele é categórico em afirmar que a ação humana não vem interferindo nas
problemáticas ambientais tão discutidas e que na verdade, nem o aquecimento
global existe e que esta hipótese sempre permeou o pensamento de algumas
sociedades ao longo de milênios.
Considero que,
devemos sim, questionar nosso modelo de desenvolvimento e propor vias
alternativas que possam contemplar nossas necessidades e as condições de vida
as gerações futuras, porém, considero que devemos ser radicais e não apenas
criar bases para que nações e empresas continuem tendo o tão almejado
desenvolvimento econômico, precisamos também que esse desenvolvimento econômico
possa conduzir á melhoria das condições de vida de todas as pessoas, somente
assim pensaríamos numa verdadeira sustentabilidade.
Se não há
razões para nos preocuparmos com a problemática ambiental, considero que
devemos discutir, fazer proposições e ampliar esforços para a construção de uma
verdadeira e efetiva sustentabilidade a escala mundial, não apenas no discurso
mas no plano político e social, pois nossas ações se não chegaram a comprometer
as condições climáticas (ainda), temos que pensar nos recursos minerais,
energéticos, na qualidade da água, na fauna e flora do planeta, pois estes sim
são constantemente ameaçados pela ação do homem.
João Luís
Martins da Silva
Nasci no mês 02 ano de 1960,aos sete anos já ouvia falar em aquecimento global e hoje aos meus 58 anos a situação e debates com tantas politicagem no assuntos,até religião se comprometendo como na Campanha da Fraternidade;O PLANETA CHORA COMO QUE EM DORES DE PARTO e até hoje não vi mudança, enquanto a população e uma politica seria não tomar consciência ira de mal a pior.
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